Probióticos 2: Conservas de vegetais, frutas & bebidas lactofermentadas

1-bailarina

Conservas de vegetais

A maior parte dos vegetais serve para fazer conservas: repolho,

pepino, cenoura, gengibre, nabo, rabanete, beterraba, gengibre,

cebola, cebolinha, alho, abobrinha, quiabo, maxixe, folha de

uva, couve-chinesa e muitos outros. Temperinhos tradicionais

para conservas: cravo, cardamomo, canela, alho, gengibre, pimentas,

ervas aromáticas, sementes de cominho, coentro,

mostarda, zimbro. Invente, experimente!

no missô

Encha um pote de louça ou cerâmica com missô até a metade

e coloque lá dentro cenourinhas, nabos, pepino japonês ou

pequeno (cornichon) em pedaços. Feche com um filó. Depois

de 5 dias pode guardar na geladeira e começar a comer.

em salmoura

2 litros de água sem cloro

100g de sal

Logo cedo aqueça a água até quase ferver; apague o fogo, misture

o sal e deixe esfriar.

Prepare os vegetais, lavando e cortando como quiser, se quiser

cortar, e coloque nos vidros de boca larga, sozinhos ou misturados,

com temperos ou não.

Quando a salmoura estiver fria, cubra com ela os vegetais,

mantendo livres 3cm no alto do vidro e amarrando um pano de

fralda, gaze ou filó para tampar. Deixe 48 horas à temperatura

ambiente. Tire qualquer nata ou mofo que aparecer, tampe bem

e guarde na geladeira. Já pode começar a comer.

Ideal para cebolas inteiras, rabanetes, pepinos e cenouras

pequenos, nabos, brócolis, couve-flor.

em água, sal & soro

O sal ativa e controla a fermentação, o ácido lático do soro do leite também.

A combinação é um sucesso.

medidas de água

Variam. O líquido deve cobrir os sólidos e ultrapassar 2 dedos.

medidas básicas de vegetais, sal & soro

para 1/2 quilo de vegetais,

2 colheres (sopa) rasas de sal marinho, ou

1 de sal e

4 de soro caseiro de iogurte ou coalhada

 

repolho: chucrute

500g repolho

2 colheres/sopa rasas de sal marinho

1 colher/sopa sementes de cominho

Corte bem fininho o repolho; coloque com o sal numa vasilha

resistente e soque com um pilão de madeira durante dez minutos

ou mais, até juntar um caldo suficiente para cobri-lo bem.

Transfira tudo para um pote de boca larga, junte uma colher de

sopa rasa de sementes de cominho, misture e aperte tudo para o

fundo, de modo que o repolho fique sempre coberto por dois

dedos de caldo. Tampe o vidro, deixe três dias na temperatura

ambiente e então guarde na geladeira. Já pode ser comido, mas

melhora à medida que amadurece.

Importante: manter vazio um espaço de dois dedos no alto do

vidro para o gás da fermentação. Caso apareça espuma, ou mofo,

simplesmente retire. Eles não comprometem a conserva.

 

nabo daikon

500g de nabo daikon ralado

2 colheres (sopa) rasas de sal marinho, ou

1 de sal e

4 de soro caseiro de iogurte ou coalhada

Repita o método do chucrute.

O nabo daikon ajuda muito a digestão e é comum em casas e

restaurantes japoneses, preparado de vários modos. Diurético e

descongestionante, sua conserva é especialmente rica em

lactobacilos.

 

gengibre

500g de gengibre

2 colheres (sopa) rasas de sal marinho, ou

1 de sal e

4 de soro caseiro de iogurte ou coalhada

água sem cloro, aquecida até quase ferver, já fria

Descasque e corte o gengibre em fatias finíssimas; repita o

método de socar até juntar caldo. Coloque no pote, aperte,

cubra com a mistura de água, soro e sal. Se for necessário,

acrescente água. Deixe 3 dias à temperatura ambiente, tampe e

guarde na geladeira.

Este gengibre não é doce como o do restaurante japonês. 

 

cenoura e gengibre

4 xícaras de cenoura ralada

1 colher/sopa de gengibre fresco ralado

3 colheres (sopa) rasas de sal marinho

O procedimento é o mesmo da conserva de gengibre.

 

couve-chinesa

1k de couve-chinesa

4 colheres (sopa) rasas de sal marinho (40g)

Lave e escorra bem as folhas, polvilhe com sal e coloque sobre

elas uma tábua com um peso de 3k ou mais, para que soltem seu

sumo. Quando estiverem submersas, pode retirar o peso e transferir

para um vidro, com o líquido, enrolando as folhas em charutinhos.

Em três dias a conserva fica pronta. Prove; lave antes de servir se

achar muito salgada.

 

kimchi

1 repolho de tamanho médio

250g de nabo daikon

1 colher/sopa rasa de sal

3 xícaras de água sem cloro

1 colheres (sopa) de gengibre fresco bem picadinho

1 dente de alho também picadinho

1 cebola picada

1 colher/chá de pimenta vermelha picadinha

1 colher/chá de mel

Corte o repolho em quadrados de 4cm, fatie o daikon e misture

ambos com sal e água numa vasilha grande, onde vão repousar

durante a noite. De manhã remova repolho e daikon e coloque

num pote de louça ou vidro, de boca larga; junte os outros

ingredientes; cubra com o líquido até chegar a dois dedos da

borda. Tampe com um pano e deixe fermentar de três a sete dias.

Guarde na geladeira em vidros pequenos, bem fechados. Esta

receita é tradicional das Coreias do Norte e do Sul, onde se ensina

a não perturbar as conservas sem necessidade.

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conservas de frutas

 

limão com canela

400g de limão orgânico

3 pedaços de canela em pau

100ml de sumo de limão

3 colheres (sopa) rasas de sal marinho

2 colheres (sopa) de soro de leite caseiro

Corte os limões em fatias bem finas e depois em quartos. Coloque

no pote de boca larga com o sal e a canela e soque um pouco

para liberar o caldo. Acrescente o sumo de limão misturado ao

soro e cubra com ele os limões de modo que o líquido ultrapasse

em dois dedos os sólidos.

Tampe bem e deixe à temperatura ambiente por 2 semanas, virando

o pote todos os dias. Guarde na geladeira e descarte a polpa

quando for usar.

 

umeboshi / ameixa salgada japonesa

É um rápido e poderoso regularizador do pH do tubo digestivo. A

fruta é a umê (Prunus mume) ainda verde. Riquíssima em ácido

cítrico, deve ficar no sal por um ano e meio, geralmente com

folhas de shissô (Perilla frutescens), para se tornar benéfica.

Quando comprar, guarde durante um ano para ter certeza de sua

eficácia medicinal. E despreze serenamente a data de validade.

Umeboshi, shoyu e missô, quanto mais velhos, melhores.

fazendo umeboshi em casa

4k de umê verde

600g de sal marinho (15%)

1 balde plástico

1 prato que se encaixe bem no balde

1 pano para cobrir

1 peso de 8 quilos

Coloque no balde, lavado e enxugado, a umê verde – limpa, sem

o cabo e sem a tampinha – e bem seca, porque água estraga

conservas. O sal por cima. Então a outra bacia, furada, encaixada

na primeira. Aí um pano cobrindo as duas, até porque ficou um

vão entre uma e outra, e o peso por cima de tudo, que é para as

ameixas soltarem seu caldo.

Depois de um mês aparecem no mercado as folhas de shissô

vermelho. Então, compre

4 maços de shissô vermelho e

2 colheres/sopa de sal.

Lave as folhas de shissô, polvilhe o sal e esprema com as mãos.

Dispense a água vermelha que sai e coloque as folhas, com as

umês e seu caldo salgado, em potes grandes de boca larga. São

as folhas de shissô que dão a cor avermelhada à umê.

limãoboshi e tamarindoboshi

Com limões orgânicos e tamarindos, igualmente ricos em ácido

cítrico, se faz o mesmo tipo de conserva, com efeitos semelhantes

ao da umeboshi.

 

banchá com umeboshi

Faça o banchá fervendo as folhas por três a cinco minutos e deixe

em infusão mais dez. Desmanche uma umeboshi na caneca, sirva

o banchá por cima e tome bem quente quando tiver algum

desconforto digestivo, indisposição, resfriado, dor de cabeça.

Para uma desintoxicação leve e rápida, use banchá com umeboshi

à noite e ao levantar durante 3 dias.

 

umeboshi carbonizada

O carvão pode ser um grande companheiro no tratamento da

cândida, por absorver as toxinas predatórias que ela produz.

Ajuda a conter o crescimento dos fungos e a minorar a sensação

de mal-estar quando se vão.

Umeboshi carbonizada – no forno, na frigideira ou na chama

do fogão, espetada num garfo – é como carvão vegetal ativado,

com excelentes propriedades desintoxicantes. Toma-se o

carvãozinho de umê, bem socado até virar pó, com uma xícara

de banchá quentinho ou só água quente.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

bebidas vegetais lactofermentadas

O tempo de fermentação das bebidas lactofermentadas pode

variar de 48 a 72 horas, dependendo da temperatura ambiente

e do grau de acidez desejado. Sabe-se que fermentou quando

começam a vir pequenas borbulhas à superfície. Daí em diante

ficarão cada vez mais ácidas se o frio não impedir.

 

rejuvelac de trigo e outros grãos

250g de trigo orgânico em grão

ou qualquer outro cereal orgânico

água filtrada (sem cloro)

1 vidro de boca larga de 1 litro, com tampa

1 pedaço de filó para cobrir a boca do vidro

1 elástico para prender o filó

Lave e deixe os grãos de molho na água durante a noite, com o

filó na boca do vidro, sem tampa.

De manhã lave duas ou trê vezes e coloque o vidro de boca para

baixo para escoar toda a água.

O filó impede a saída dos grãos e eles vão começar lentamente a

brotar. Lave duas ou três vezes por dia.

Depois de 48 horas, quando já estiverem aparecendo os germes,

lave bem e complete o vidro com água filtrada, fechando com o filó.

Deixe à temperatura ambiente por 48 horas e coe. O líquido, um

tanto amarelado e opaco, com sabor suave e levemente ácido, é

o rejuvelac. Guarde em vidro tampado na geladeira.

Os grãos ainda podem mais dois litros sucessivos de rejuvelac,

cada qual fermentando por 24 horas à temperatura ambiente.

 

suco de repolho fermentado

1/4 de repolho orgânico

1 colher de chá de sal

1/4 de xícara de soro de coalhada ou iogurte

água filtrada sem cloro

1 vidro de 1 litro com boca larga

Corte o repolho bem fininho, soque um pouco com pilão de

madeira só até ele soltar algum sumo e coloque tudo no vidro

com o sal, o soro e a água filtrada.

Feche o vidro com a tampa e deixe 48 a 72 horas à temperatura

ambiente, até ver que fermentou. Depois, geladeira.

Deste é para ir tomando copinhos ao longo do dia.

sobre o repolho

Muito usado em medicina popular, externa e internamente.

Rico em vitamina C e enxofre, limpa as mucosas intestinais e evita

uma infinidade de problemas infecciosos e inflamatórios.

 

kvass de beterraba

2 beterrabas médias ou 4 pequenas, orgânicas

1 colher de chá de sal

1/4 de xícara de soro de coalhada ou iogurte

água filtrada sem cloro

1 vidro de 1 litro com boca larga

Cortar as barbelas da beterraba, escovar debaixo da torneira e

picar com faca (não ralar nem usar o processador).

Colocar as beterrabas picadas, o soro e o sal no vidro e completar

com água filtrada.

Mexer, tampar bem e manter à temperatura ambiente por 48 a

72 horas; então guardar na geladeira.

Coar e servir. Tomar 2 xícaras por dia, antes das refeições.

 

sobre esta receita

Estava pesquisando sobre gordura & candidíase no livro Eat

fat, lose fat, de Mary Enig e Sally Fallon, da Weston A. Price

Foundation, quando me deparei com o seguinte texto: “Christine

sofreu com candidíase muitos anos (…) e começou a tomar o

kvass de beterraba, uma xícara antes de cada refeição. Os resultados

foram mágicos. Os sintomas de cândida desapareceram

imediatamente e a fadiga também.”

Kvass é uma bebida fermentada de origem russa, geralmente feita

a partir de um pedaço de pão seco, ou da própria massa crua

do pão. Refresca, alimenta e é muito popular. Tem sido amplamente

usado na Europa em terapias contra o câncer. Depoimentos

indicam que é excelente contra fadiga crônica, sensibilidade a

produtos químicos, alergias e problemas digestivos.

O kvass de beterraba tem “extraordinários poderes curativos:

grande tônico do sangue, promove a regularidade intestinal,

ajuda a digestão, limpa o fígado, equilibra o pH do sangue e é

um bom tratamento para pedras nos rins”.

É gostoso, levemente salgado, e a cor é linda. A sensação de

bem-estar é imediata.

sobre a beterraba

É muito rica em folacina, potássio, magnésio e enxofre.

A folacina, ou ácido fólico, faz parte do complexo B e é a vitamina

antissenil por excelência. Faz diferença em unhas, cabelos,

medula óssea, sistema imunológico, células vermelhas e algumas

membranas mucosas que dependem diretamente dela.

O potássio contribui para a transmissão dos impulsos nervosos,

o controle das contrações musculares do esqueleto e a normalidade

da pressão sanguínea. Interage com o sódio (no caso o

sal do kvass) no equilíbrio dos fluidos corporais e participa do

metabolismo de carboidratos e proteínas. Também é antissenil.

O magnésio trabalha com o fósforo para fixar o cálcio nos ossos

e nos dentes e permite que toda a musculatura do corpo

relaxe após uma contração. Regula o aproveitamento de diversas

vitaminas, inclusive do complexo B.

O enxofre é antibiótico natural, desintoxicante, antioxidante e

radioprotetor. Limita e desativa isótopos radiativos e metais pesados

como cádmio, chumbo e mercúrio. Desintoxica fígado e rins.

 

água benta de feijão-fradinho

Não é bem uma conserva, mas vale a pena conhecer a receita simplérrima, enviada por Simone Campello ao blog Deixa Sair, para  os sintomas genitais da candidíase que aparecem de repente.

Ela diz que ficou curada para sempre, mesmo bebendo cerveja.

 

receita:

1/2 copo de feijão-fradinho

água filtrada para completar

Cobrir e deixar de molho à noite.

Coar e tomar de manhã, em jejum, por no mínimo quinze dias.
Utilizar sempre um novo feijão.

 

A UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, já fez todos os

estudos genéticos no fradinho, também chamado feijão-caupi,

e constatou que ele dá um ótimo remédio de uso externo,

provavelmente em spray, para desconforto nas partes mimosas.

4 comentários em Probióticos 2: Conservas de vegetais, frutas & bebidas lactofermentadas

  1. Oi Sônia!!

    To passando MUITO atrasada pra dizer que adorei o primeiro encontro das palestras, mas infelizmente não pude ir na dos bichos!:(

    Naquele fuá de gente, fiquei com vergonha de me apresentar pra vc, pq vc já estava bastante concorrida!!! Mas gostei muito de tudo! E se tudo der certo, no próximo estarei lá:)!

    Muitos beijos,

    Evelin

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  2. Combinado, Evelin 🙂

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  3. Oi Sonia. Sobre a dieta radical para Candidíase:

    – quanto tempo dura?

    – um cara magro como eu pode tirar carboidratos totalmente da dieta?

    Um beijo, Bruno

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  4. Oi, Bruno, eu sempre sugiro um acompanhamento profissional para quem vai fazer dieta, porque não tenho formação para responder a esse tipo de pergunta. Cada caso é um caso. Abração!

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