Água clorada: 6 más notícias e uma boa

Má notícia 1: não é exatamente o cloro que produz as piores toxinas nas águas cloradas, mas aquilo que os americanos, com sua facilidade para siglas, chamam de DBPs – disinfection byproducts, ou subprodutos da desinfecção. Eles se formam quando o cloro entra em contato com qualquer matéria orgânica. Nome e identidade: trihalometanos (THMs) e ácidos haloacéticos (HAAs). E são dez mil vezes mais tóxicos do que o cloro, piores que o flúor e todos os outros resíduos de drogas.

Má notícia 2: num só banho de chuveiro pode-se absorver mais toxinas do que bebendo água da bica a semana inteira. O calor da água abre os poros para que elas penetrem. Os vapores são aspirados.

Má notícia 3: banhos de banheira aumentam muito a oportunidade de absorção. Piscinas também, e se forem aquecidas, mais ainda.

Má notícia 4: os níveis de DBPs variam conforme a posição da casa na rede de distribuição de água. Algumas são contempladas com muito mais cloro/DBPs.

Má notícia 5: também variam para mais quando aumenta a presença de matéria orgânica nos reservatórios de água, por exemplo depois de chuvas torrenciais.

Má notícia 6: os DBPs não afetam todas as pessoas do mesmo modo, algumas podem se ressentir mais. E passar anos de médico em médico procurando a razão de sua baixa imunidade, seus problemas na tiróide e por aí afora. Como nada se explica mas tudo se medica, a razão nunca aparece e a saúde vai pelo ralo.

Boa notícia: existem filtros para colocar na entrada da casa, depois da caixa d’água, e também para torneiras de cozinha e chuveiros. Estes, cada vez mais sofisticados.

O que está na foto, publicado pelo MetaEfficient, faz a água do chuveiro passar por quatro filtragens. Na primeira filtra ferrugem e sedimentos. Na segunda, o filtro de vitamina C (representado pelas laranjinhas) elimina cloro e adiciona vitamina C e aroma à água. As bolinhas de cerâmica retêm microorganismos. Nova filtragem remove o que houver de sedimento, e a água finalmente chega ao consumidor do século 21. Fecho de ouro da boa notícia: proteger sua saúde e a da família custa 40 dólares, tipo 80 reais. Lá fora, claro.

16 comentários em Água clorada: 6 más notícias e uma boa

  1. Oi Sônia,
    Estou acompanhando recentemente seus posts, mas pelo que tenho observado sempre muito úteis e informativas, adorei sua matéria sobre os filtros de barro e agora sobre as 6 más notícias, excelente.
    Concordo plenamente com você, o cloro não faz bem algum, por isto defendemos e trabalhamos com a notícia boa – com a área de filtros divulgando a sua necessidade seja no ponto de uso ou no pré-tratamento residencial, hoje em dia é praticamente indispensável algum tipo de sistema de filtragem para o consumo, eu pessoalmente tenho 2, 1 na entrada da caixa de água – para retenção de sedimentos e outro na pia – com carvão ativado e prata coloidal, para retenção do cloro e bactérias, nossas fornecedoras de água cada vez mais incluem produtos químicos para tentar corrigir os problemas do tratamento adequado.

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  2. Olá Sonia, é bom mencionar que além do aroma e vitamina C, o filtro adiciona quitosana à água, o que nao é lá muito casher.

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  3. Sonia, parece que a cada dia temos que nos proteger mais e mais de toxinas criadas por nós mesmos (quando digo, nós, falos dos seres humanos, em geral).
    Vão longe os dias em que podíamos viver descansadamente – é um sobressalto a cada nova descoberta de agressão…
    (reflexão num breve momento deprê) rssss

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  4. Oi, Silvia H, eu pulei a quitosana na tradução, mas o que entendi é que é uma fibra de crustáceos que retém alguns elementos. Aaaah, por isso você diz que não é casher!!!! É?

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  5. Oi, Vera, mas será que algum dia as pessoas de fato viveram mais descansadamente? Não sou fã do mundo de hoje, rápido, falso e consumista demais para o meu gosto, mas acredito que todas as épocas tenham tido seus perrengues. Você, como astróloga, o que acha?

    Abração, bom dia! 😉

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  6. Olá Sonia, antes de mais nada, PARABÉNS por toda tua obra e QUE BOM este teu espaço virtual. Poder “falar” contigo assim não tem preço. Li o Atchiim há pouco e fiquei com uma dúvida: posso tomar aqueles lactobacilos vendidos em supermercados pra fazer iogurte? Comprei o Bio Rich e tomei um dia com iogurte natural. Adianta? Joguei dinheiro fora?
    Abraço forte e, novamente, parabéns e obrigada!

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  7. Oi, Ana Corina, iogurte natural é leite fermentado com lactobacilos vivos, tipo esses Rich, que até onde sei servem para fazer 3 litros de iogurte bom. Melhor ainda se você conseguir leite cru para isso.

    O que a indústria chama de iogurte natural é melhor não tomar.

    Abração, bom domingo! 🙂

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  8. Oi querida, muito obrigada por responder, mas na verdade, me expressei muito mal: eu abri o pacotinho e despejei sobre um iogurte natural. É que lendo o Atchiiim, achei que deveria comer o pózinho puro, como vc faz com as cápsulas [que vou procurar então]. Como ainda tenho mais 2 pacotinhos de Bio Rich, queria confirmar se tomei certo, assim puro mesmo. Não gosto de leite desde criança e não tomo de jeito nenhum, iogurte aqui em casa, só natural e natureba. Mas como tive xiguelose [nem sei como escreve esse raio] com uns 7 anos [quase morri] e salmonella com uns 15 [quase morri idem] e fui diagnosticada como tendo “síndrome do intestino irritável”, gosto de cuidar da minha flora intestinal com carinho e sem remédios alopáticos. Descobri o psyllium nos teus livros e providenciarei esta semana, pois parece ser exatamente o que preciso e com o mesmo efeito que os remédios que me receitaram e nunca tomei pq não gosto de alopatia… Grande abraço, muito obrigada por responder e sigo com a dúvida do iogurte então. MEU DEUS, como é boa essa net, nunca na vida me imaginei falando contigo! Sou tua fã desde 1996!

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  9. Oi, Ana Corina, o pacotinho de Bio Rich vem com a receita para fazer iogurte, você não leu? Quanto a “síndrome do intestino irritável”, geralmente tem vermes e protozoários no meio. E camdidíase, em decorrência.

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  10. Oi, li sim, mas achei que o bom era comer o pó, hahahahha. Bom, vou atrás de leite de verdade então pra fazer o iogurte.
    Cândida vagina eu tinha HORRORES há uns 10 anos atrás, mas nunca mais tive, só que aprendi contigo que na verdade a dita está em mim, né? Tenho MTO que ler… Bjo e obrigada. Ah, já que gostas de gato, dá uma passadinha quando puder no http://www.maedecachorro.com.br

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  11. Dalma Dourado Bastos // 30 agosto 2009 às 21:47 // Responder

    Sonia,

    Tentei comprar o filtro e não consegui, você sabe se encontro no Brasil? se não, como adquirir o filtro. Beijos DBD

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  12. Oi, Dalma, entrei com “filtro para chuveiro” no Google e saíram muitos resultados, dá uma olhada! Abração 🙂

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  13. Não vou tomar mais água então.Vou tomar só da chuva.

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  14. Olá

    A absorção de toxinas diminui com banho frio, né? Sempre tomo banho frio, mesmo quando estou na cidade. Talvez seja interessane a captação da água da chuva, e o tratamento natural desta.
    Grata

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  15. Oi, Brígida, também sou fã da água de chuva e acho que pode ser a melhor solução, se você conseguir captar, filtrar e conservar.

    A conservação é o que mais me desafia. Qualquer matéria orgânica, depois de certo tempo, se altera. Você tem ideias quanto a isso? Abração!

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  16. O Dr Cicero Coimbra alerta com ênfase para o perigo dos banhos mutio quentes, aqueles de vapor forte. Podem, estes banhos levar a um surto no caso da esclerose multipla. E ele ainda considera a possibilidade de certas doenças terem surgido nos casos em que estes banhos quentissimos são tomados desde a infância.

    Portanto, quem tem doença auto-imune, segundo ele, não deve tomar banho muito quente.

    Há anos que aprendi e passei a ensinar a tomar um banho menos quente e principalmente no inverno, próximo ao término do banho, deixá-lo mais friozinho para haver menos diferença da temperatura ambiente ao sair do banho.

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