Comer bem: Nem de menos, nem demais

Ando sempre às voltas com a idéia de temperança, palavrinha simpática que tem a mesma raiz de tempero, sem o qual a vida fica muito sem graça. Mas também não pode ter demais. Deu para sentir a delicadeza da questão? O bacalhau vem salgado, põe-se de molho para tirar o sal, depois se acrescenta um pouco de sal de novo, ele fica ótimo, e essa é a arte de temperar.
Temperam-se também coisas incomíveis, como o aço, liga de ferro e carbono que vai ao fogo até ficar candente e depois é mergulhada em água fria para ganhar sua famosa têmpera. Idem com o vidro temperado, duro e difícil de quebrar. Do clima se diz que é temperado quando há nitidez na diferença entre as estações do ano.A música que mais ouvimos é produzida no sistema temperado, em que a escala musical tem intervalos bem determinados. E de uma pessoa que dá chiliques por qualquer coisa se diz que é destemperada, ou tem mau temperamento.
Mas meu caso é mesmo com a comida, essa experiência diária de prazer e satisfação que também precisa de tempero, não o dos vidrinhos, mas o da consciência. Por exemplo, para comer só a quantidade adequada à necessidade do momento.
Comer demais é uma das maiores burrices da vida, além de ser também um desperdício: sobrecarrega a digestão, entorpece a mente, engorda, prende o intestino, vira doença. Às vezes é vício – nem existe propriamente fome, mas uma enorme, imensa, incontrolável vontade de comer. Às vezes é apenas desejo de viver coisas gostosas, como a sensação do chocolate derretendo na boca ou o croc croc das batatas fritas, uma após a outra, até o pacote acabar. E a indústria de alimentos, ou antialimentos, não tem dó: junta o chocolate com um recheio crocante que só começa a satisfazer depois de se comer vários pedacinhos – cinco, seis, dez – e por que não a caixinha toda?
Com bebidas o excesso também é fácil. Mesmo sem desejo, nos restaurantes há um comportamento automático de pedir algo para acompanhar a pobre e solitária comida, algo geralmente com gás, sabor e/ou álcool. Todos os médicos, nutricionistas e pessoas de bom senso sabem que isso não convém, atrapalha o suco gástrico, dificulta a digestão, mas o garçom chega sorridente perguntando o que se vai pedir para beber e a resposta quase nunca é Nada. E se é, ele devolve a pergunta muito espantado: Nadinha?!
Em busca de iluminação no assunto, leio o capítulo sobre temperança no Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, do filósofo contemporâneo André Comte-Sponville (ed. Martins Fontes). Começa bem, dizendo que não se trata de não desfrutar, nem de desfrutar o menos possível, já que isso não seria virtude, mas tristeza; não temperança, mas ascetismo; não moderação, mas impotência. Trata-se de desfrutar melhor.  “A temperança, que é a moderação nos desejos sensuais, é também a garantia de um desfrutar mais puro ou mais pleno. É um gosto esclarecido, dominado, cultivado”. Em vez de escravos, passamos a ser senhores de nossos prazeres, diz ele. E quem desfruta com liberdade também desfruta da própria liberdade, ao passo que o intemperante é prisioneiro de seus desejos ou hábitos, de sua força ou sua fraqueza.
Cita um grande pensador do século 17, Baruch Spinoza, para quem é próprio dos sábios usar as coisas da natureza e ter nisso o maior prazer possível, mas sem chegar ao fastio, o que não é mais ter prazer. E coloca a temperança como um meio para a independência, assim como esta é um meio para a felicidade: “Ser temperante é poder contentar-se com pouco. Mas não é o pouco que importa: é o poder, e é o contentamento”.
Aprendo que não é o corpo que é insaciável. A falta de limites do desejo é que nos condena à insatisfação, à falta, à infelicidade, como uma doença da imaginação. Se tivermos sonhos maiores que a barriga, vamos censurá-la pela sua pequenez, diz Sponville. Em vez disso, os sábios estabelecem limites. Minha mãe, que era sábia, dizia: Do bom, pouco.
Fica então a proposta na minha cabeça: unir dieta e liberdade, bons hábitos e grandes prazeres, o útil e o agradável. E que os santos comilões e beberrões me ajudem.
Do livro Paixão emagrece, amor engorda

32 comentários em Comer bem: Nem de menos, nem demais

  1. Temperança e a carta 14 no Tarô

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  2. Sonia,
    Que texto delicioso! Veio a calhar hj…rs
    Querida, já saiu nova edição deste livro?
    Só me falta esse!
    Olha, tem gente perguntando de nova compra coletiva. Já já faço a terceira ;o)
    Beijo grande e temperado procê!

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  3. Sábias palavras, Sônia.

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  4. Sonia, desculpe fazer a pergunta aqui, mas não encontrei outra forma de contato: podem-se utilizar as cascas de frutas e legumes, bem como talos e folhas, quando não se trata de vegetais orgânicos? Como higienizá-los corretamente? Faço as compras no Ceagesp e nem tudo é de cultivo orgânico. Grata

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  5. Oi, Pérola, a nova edição do Paixão deve sair em março ou abril. Te falo. Beijo e boa semana!

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  6. Oi, Judy, tem que lavar muito bem em água corrente. Já ouvi dizer muita coisa, mas não sei de nada que com certeza retire os metais pesados dos vegetais. Alguns, como tomate, devem ser descascados. Brócolis são muito pulverizados, melhor evitar. Morangos também.

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  7. Sonia, sempre bom ler seus textos. Estou em uma gincana de leitura e vou ler justamente esse seu livro. Fico feliz de, com antecedência, saber que poderei relacionar seu livro diretamente com o conteúdo do blog, já que como a Luce já disse, “Temperança” é o Arcano XIV do Tarot. Seu texto, mesmo que paralelo ao tema, vai de encontro a diversos aspectos interpretativos que temos, como cartomantes, de interiorizar. O que mais me marcou, sobretudo, foi o fato de que não é importante o pouco, mas o contentamento.
    Preciso como há muito não encontrava.

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  8. Oi, Emanuel, também me senti iluminada por essa frase do Spinoza, que copio aqui: “Ser temperante é poder contentar-se com pouco. Mas não é o pouco que importa: é o poder, e é o contentamento”. Abração e boa semana!

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  9. Puxa muito bom este texto… Li hoje e me inspirei… Estou tentando controlar o açucar e a ansiedade da minha vida…. Tempero é tudo ehehehhe

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  10. Oi, Sonia, conheci seu blog hoje, adorei vou voltar sempre, Abs Tutu

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  11. Oi Sônia!
    Gostaria de te pedir um grande favor.Estou fazendo um blog, sou mãe a pouco tempo,sou nova, e inexperiente.Mas, tentando acertar, como todas as mães(acho eu).Tenho lido muito, e tudo que posso à respeito de alimentação, pra poder oferecer o melhor e mais saudávle ao meu filho.
    Como sou uma garnde fã sua, que conheci através de minha mãe, e há algum tempo,tenho lido mta coia tua, queria te pedir, humildemente, pra, se puder, de vez em quando, dar uma olhadinha lá, ver se têm algo a me dizer, corrigir, acrescentar,,ficarai lisonjeada com esta ajuda…
    Mas não espere nada profissional, não escrevo mt bem…escrevo sem pretensões, com boas intenções!
    o blog : http://www.casadeumnenem.blogspot.com
    beijão

    Tiana

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  12. Oi, Tiana, achei simpático o seu blog. Conheço outros na rede voltados para bebês e crianças. O melhor deles, na minha opinião, é da Pat Feldman, Crianças na Cozinha: pat.feldman.com.br . Também tem a Pérola Boudakian, com menos horas de vôo mas muito articulada, em http://www.mamaeantenada.blogspot.com . Ela agita uma rede de mães e é uma pessoa bacana, como a Pat. Eu de fato não posso prometer que vou olhar seu blog, mas acho que você vai encontrar seu caminho à medida que for caminhando – como eu, aliás, que entrei nessa de blogar sem saber nada e ainda passo perrengues de vez em quando… Um abração!

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  13. Muito obrigada Sônia!Antes de td , quero fazer a correção do português lá em cima, sem querer, não coloquei o “h”no verbo haver, desculpe.
    Não precisa prometer nada, sei o quanto é difçil acompanhar td de todos q te ecrevem,só a tua preocupação de me responder já é lindo!
    Já conheço o site da Pat, inclusive,tenho feito contato com ela pelo twitter.Mt legal mesmo!Vou entrar neste outro!
    Brigada por sempre responder td q escrevo aqui!bj enorme

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  14. Adorei seus textos… inspiradores!

    Parabéns!!

    bjs

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  15. Obrigada, professora Rosa! Um abraço!

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  16. Oi Sônia… já navego pela net a tempos, tenho o meu blog, tenho alguns livros teus.. mas só outro dia conheci o seu. Por conta da divulgação da oficina 5 sabores que me chegou por e-mail. É um prazer essa aproximação que a net nos proporciona..diretamente com o autor. Conheces o livro (ou trabalhos) sobre a Dieta do arco íris.. ligada as cores dos alimentos e aos chakras? se der, veja minha postagem: http://domatoaoprato.blogspot.com/2010/01/graos-germinados-e-o-bio-chip.html
    Pretendo continuar meu caminho, com muita inspiração vinda de ti. Um abraço carinhoso
    Lisa

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  17. Oi, Lisa, bem-vinda!

    Acho lindíssimo o trabalho da Ana Branco e tenho vários livros do dr Gabriel Cousins, autor da dieta do Arco-íris, mas não sou fã; prefiro mil vezes o caminho do meio, a alimentação tradicional com muitos vegetais. E, quanto a “comer para comungar com o divino”, considero que o divino está sempre presente em nós, quer tenhamos consciência ou não.

    Comemos para viver e comemos por prazer. Entendo perfeitamente quando uma dieta radical é utilizada como meio de cura, mas fora disso, a vida ensina que um extremo leva a outro. No meu caso particular, os crus, germinados e as frutas não são tão bem-vindos, fico mole e burra.

    Abração e sucesso com seu blog!

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  18. Francisco A. Lotufo // 4 fevereiro 2010 às 14:02 // Responder

    Cara Sonia,

    Como sempre um excelente texto, muito gostoso de ler e mais ainda de refletir.
    Gostaria de fazer-lhe uma pergunta?
    Assisti na TV Cultura de São Paulo a uma série de 3 entrevistas, uma com você e outra com dua colegas suas, acho que era dentro daquela série do Café Filosófico da CPFL. Estou tentando adquirir o vídeo do programa mas não consigo encontrar informações sobre os mesmos.
    Você tem alguma informação que possa me auxiliar a encontrar estes programas?
    Obrigado novamente.
    Francisco A. Lotufo

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  19. Oi, Francisco, também já procurei no site da Cultura Marcas, que funciona dentro do Sumarino, e não consegui encontrar os DVDs desse módulo, que se chamou Dieta & Liberdade. Eu fiz a curadoria e uma das palestras; Susana Ayres, Luciana Ayer e Julio Mukuno fizeram as outras. Quem talvez possa ajudar você a conseguir uma cópia é o pessoal da CPFL ligado ao Café Filosófico. Se der certo, me conta? Abração!

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  20. Olá, Sônia.
    Sou nutricionista, de Brasília, fiz um curso seu aqui sobre alimentação e os 5 elementos(há um tempão) e virei sua fã. Adoro seus livros!
    Sábios conselhos. Agora é só colocá-los em prática.Unabraço.
    Viviane.

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  21. Oi, Viviane, ando com saudades de Brasília… Um abração pra você e, quem sabe, até breve!

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  22. Francisco A. Lotufo // 22 fevereiro 2010 às 12:17 // Responder

    Cara Sônia,

    Mais um livro estou lendo e como sempre contente com a aquisição. O livro em questão é:
    Amiga Cozinha.
    Achei este livro um pouco diferente dos demais, acho que já adquiri a todos com apenas um faltando (Paixão Emagrece, amor engorda). Esta diferença esta por incrível que pareça na forma de escrever (Você parece estar mais Zen – “deixa pra lá”).
    “Amiga” Sonia, gostaria mais uma vez de lhe fazer uma pergunta:
    Quando você fala de FEIJÃO você reescreve umas dicas incríveis que você já havia descrito em outro livro seu, “Deixa Sair”, de uma forma mais informal (“Zen”) porém não menos enfática. Talvez pela minha formação tenho uma dificuldade grande de testar novas receitas sem algum parâmetro inicial de quantidades, ou seja, o conhecido “V0”.
    Você colocar muito bem e de fácil compreensão 4 segredos que já estou implementado bem 2 deles, ou seja, o 1º e o 2°. Na hora de temperar é que vem a dúvida, gostaria de ter pelo menos uma idéia inicial de quantidade, ou seja, para um tanto (quanto) de feijão uns tantos (quantos) de temperos?
    Captou a dúvida?
    Eu sei que depois, isso será ajustado ao meu, ao nosso (eu e minha familia), paladar mas gostaria de saber uma referência inicial.
    No quarto e ultimo segredo, ao cozinhar uma boa quantidade posso guardá-la no congelador certo, e sem temperar deixando para temperar quando for consumir? Estou certo?
    Obrigado mais uma vez.

    PS: Enviei para seu e-mail as informações que eu consegui sobre os vìdeos descritos na mensagem que você me respondeu do dia 07/02/2010.

    Francisco A. Lotufo

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  23. Oi, Lotufo, gostei do seu raio-x! Fiquei mesmo mais zen depois que saí do Rio e vim morar na serra. Meu tempo interior se dilatou…

    Sobre o feijão, acho que você pode ir experimentando até chegar ao seu ponto ideal. Na sopa de feijão-preto há medidas exatas:
    1 xícara de feijão-preto
    1 cebola média picada
    1/2 colher (café) de sal
    1/2 colher (café) de cúrcuma em pó
    1/2 colher (café) de gengibre em pó
    1/2 colher (café) de cominho em pó
    1/2 colher (café) de pimenta-do-reino em pó
    1 colher (café) de sementes de funcho.

    É pouco sal para um feijão que se come com arroz, por exemplo. Mas tudo depende muito do paladar do freguês, né? Eu faço tudo sem medida. E a regra de ouro é: prove e acerte o tempero. Um abração!

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  24. Tudo bem Sônia?
    Gostei muito do seu blog e penso que você possa ajudar-me. Fui diagnosticada com fígado gorduroso e minha vesícula está cheia de pedras. Diante disso a médica disse que preciso parar de comer carne, aves e peixes imediatamente. Ao dizer que sou vegetariana, ela disse que o jeito então é retirar a vesícula. Achei uma solução muita drástica e então desejo saber se conhece algum tratamento natural e se tem idéia do que pode ter causado isso. Grata.
    MARCIA.

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  25. Oi, Marcia, conheço sim um tratamento natural para eliminar pedras da vesícula. Como já respondi a um email sobre isso, acrescentando algumas coisas, vou reproduzi-lo abaixo e a gente continua conversando. Em que cidade você está?

    “No livro Healing with whole foods, de Paul Pitchford, Editora North Atlantic Books, há uma receita para limpeza de fígado e vesícula que me parece indicada para o seu caso: a pessoa passa o dia comendo só maçãs, se possível ácidas, que amolecem as pedras; à noite bebe um copo cheio até a metade com sumo de limão e completado com azeite extravirgem de oliva, e deita imediatamente sobre o lado direito do corpo com a perna direita dobrada. Diz ele que faz expelir pedras e outros resíduos da vesícula ao amanhecer. Parece que é mais fácil beber a mistura de canudinho.

    Não vejo o emplastro de inhame ajudando, mas a compressa quente de gengibre sobre a região do fígado poderia ser bem útil, a médio e longo prazo, já que ativa a circulação e pode promover a melhora do funcionamento biliar.

    Os sais de Epson são recomendados como desintoxicantes em muitas situações mas não lembro de ter lido referências a alguma ação sobre pedras de vesícula.

    Outro ponto que não posso deixar de mencionar: as parasitoses, que hoje em dia não são mais consideradas pela medicina, podem produzir essas alterações. Eu recomendaria um exame de fezes no laboratório do dr Helio Copelman, no Rio, tel 21 2548-0648, se não estiver no Rio pode mandar as amostras por avião. É único laboratório que eu conheço que faz os exames corretamente, até por isso não tem convênio e custa +- 250,00. (Lembrando que amebíase hepática é diagnóstico diferencial para câncer de fígado.) Pode ser bom pedir o exame parasitológico de fezes com coprologia funcional, que vai dizer das enzimas digestivas.”

    Um abraço, Marcia!

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  26. PS – Sobre o que pode ter causado: a dra Clark, uma bichóloga importante que dizia que só temos dois problemas de saúde: toxinas e parasitas, afirmava que o centro das pedras da vesícula sempre tem resíduos biológicos, de vermes, protozoários ou bactérias que são envolvidos pelo material que forma as pedras como uma forma de neutralizá-los. Existem parasitas específicos do fígado, como as fascíolas hepáticas, e não duvido de que o seu problema possa ter a ver com elas. Em Brasília tenho uma pessoa que provavelmente pode ajudar você, Susana Ayres, tel 61 8628-1231. Força nas tranças!

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  27. Gabriela Jacques // 15 outubro 2010 às 18:23 // Responder

    Oi Sonia, tudo bem?
    Eu estou terminando meu curso de jornalismo na Unesp, e meu tcc e uma revista de gastronomia. Adoro suas cronicas! Ja li seu livro “Amiga Cozinha” e agora, li este seu texto sobre temperos e acho que ele seria perfeito para o inicio da revista, pois estamos pensando em um texto que prepare o leitor do que vai ser a nossa revista, e o seu se encaixou perfeitamente. Quero ter a sua permissao de usa-lo. Posso? Vou te mandar meu email, para conversarmos com calma se necessario (gabi_jacques@yahoo.com.br).
    Espero tua resposta.
    Gabriela Jacques

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  28. Gabriela Jacques // 15 outubro 2010 às 18:23 // Responder

    Oi Sonia, tudo bem?
    Eu estou terminando meu curso de jornalismo na Unesp, e meu tcc e uma revista de gastronomia. Adoro suas cronicas! Ja li seu livro “Amiga Cozinha” e agora, li este seu texto sobre temperos e acho que ele seria perfeito para o inicio da revista, pois estamos pensando em um texto que prepare o leitor do que vai ser a nossa revista, e o seu se encaixou perfeitamente. Quero ter a sua permissao de usa-lo. Posso? Vou te mandar meu email, para conversarmos com calma se necessario (gabi_jacques@yahoo.com.br).
    Espero tua resposta.
    Gabriela Jacques

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  29. Gabriela Jacques // 15 outubro 2010 às 18:23 // Responder

    Oi Sonia, tudo bem?
    Eu estou terminando meu curso de jornalismo na Unesp, e meu tcc e uma revista de gastronomia. Adoro suas cronicas! Ja li seu livro “Amiga Cozinha” e agora, li este seu texto sobre temperos e acho que ele seria perfeito para o inicio da revista, pois estamos pensando em um texto que prepare o leitor do que vai ser a nossa revista, e o seu se encaixou perfeitamente. Quero ter a sua permissao de usa-lo. Posso? Vou te mandar meu email, para conversarmos com calma se necessario (gabi_jacques@yahoo.com.br).
    Espero tua resposta.
    Gabriela Jacques

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  30. Oi, Gabi, pode usar sim, e se citar a fonte ficarei feliz. Um abraço!

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  31. Gabriela Jacques // 27 outubro 2010 às 01:08 // Responder

    Muito obrigada Sonia!!! Mas e claro que ele vai estar assinado por voce! Justamento por isso vim pedir sua autorizacao!!
    Parabens pelos seus textos!!! Sao deliciosos de ler!!
    Gabi Jacques

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  32. Então, Gabi, comer com os olhos… 😉

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