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Dicionário da mulher: Contracepção, ou... quem manda no seu corpo é você!

posted 2021 Jul by


Você não quer curtir esse barato de ser mãe agora, então como é que faz? Métodos, há vários. Simples ou tra­ba­­­lhosos, basta você escolher. O mais prático é virar santa, mas os outros quebram o maior galho...

TABELINHA
Aqui o x da questão é determinar quais são os seus dias férteis no mês. Teoricamente eles estão no meio do ciclo menstrual, 3 dias antes da ovulação e um dia depois. Mas onde é exatamente o meio do ciclo? No mês passado ele foi de 28 dias, no retrasado de 30. E agora? Simples: a cada mês você tira a média dos últimos três meses. Aí subtrai 18 dias do seu período mais curto e 10 dias do período mais longo; os dias que vai encontrar são o primeiro e o último em que pode engravi­dar.

Por exemplo, digamos que o seu ciclo mais curto teve 26 dias e o mais longo 35. Portanto 26 menos 18 = 8, e 35 menos 10 = 25, de modo que você pode estar fértil do oitavo ao vigésimo quinto dia do ciclo. 

MUCO CERVICAL
Ele aparece quatro dias antes da ovulação e é outro bom indicador da fertilidade. Não chega a ser corrimento, é um  molha­di­­nho dife­rente que vai ficando mais espesso ao se aproximar o dia D. Biologi­camente, sua função é formar uma base viscosa para os esperma­tozóides poderem viajar lá para dentro. Como isto é exatamente o que você não quer, tome cuidado a partir do momento em que se sentir mais molhada até 4 dias depois do muco ficar grosso e mais seco. A desgraça toda é que justamente nesses dias a gente fica com mais tesão, portanto mais assanhada e imprudente.

DIAFRAGMA, CAMISINHA, CAPUZ
Estes são os chamados métodos de barreira. A barreira é o que impede o espermatozóide de chegar ao óvulo. Pode ser um diafragma, membrana larga de borracha que fecha a entrada do colo do útero; uma camisinha, capinha de borracha para o pênis; ou um capuz cervical, também de borracha, que encaixa bem no cérvix. Todos protegem melhor quando você usa junto um creme ou geléia esper­mi­cida, isto é, que mata os esper­mato­zóides, tadinhos.

O diafragma é o mais eficiente. Para o dia­fragma você precisa que sua médica tire as medidas lá de dentro. Quando comprar, leia atentamente as instruções e não carregue o bichinho de qualquer jeito, porque ele fura, e aí... A camisinha é vendida em qualquer farmácia, cuidado com as mais baratas. Se tiver dúvidas é melhor pôr uma em cima da outra. E o capuz cer­vical, uma espécie de diafragma que envolve o cérvix,  quase ninguém usa porque é ruim de colocar.


ESPONJA
Marinha, 100% natural, não funciona como barreira: é apenas uma forma prática de você utilizar esper­micidas. Perde longe para o dia­fragma.

DIU
Dispositivo intra-ute­rino, é uma pecinha de plástico, geralmente re­coberta por cobre, com um barbantinho pendurado. A pecinha é inse­rida no útero pela sua médica e o barbantinho fica visível na vagina para ser puxado quando for o caso. Mas às vezes os DIUs dão  problemas bem sérios – perfuração de útero, infla­ma­ção, cal­ci­­­ficação, gravidez tubária, de forma que nossas médicas são um tanto avessas a colocá-lo, a não ser que a mulher já tenha usado um sem problemas. Mulheres com múltiplos parceiros e as que nunca tiveram filhos não deveriam usar DIU. No primeiro caso porque a adaptação fica muito mais difícil, no segundo porque se der algum problema e o útero for afetado, adeus filhinhos.

PÍLULA
Por obra e graça daquela cartelinha simpática  pudemos desreprimir uma demanda antiga, e como desreprimimos! Só que nem todo mundo se sente bem com a pílula ou pode tomá-la. Não se receita a pílula para mulheres com mais de 40 anos (35 no caso das fumantes), problemas hepáticos presentes ou passados, crônicos ou agudos, diabetes, distúrbios cardíacos ou vascu­la­res, hipertensão, varizes,  câncer, enxaqueca ou ane­mia. Atua impedindo o hipotálamo de ativar os hormônios da hipófise, de modo que você simplesmente não ovula. Também impede que o muco cervical se torne viscoso, então os esper­matozóides ficam sem condução para subir. Existem diversos tipos de pílulas. Todas têm efeitos colaterais, mas a gravidez também tem...


LAQUEADURA DE TROMPAS
A maneira mais radical de evitar filhos é blo­quear as trompas de Falópio, de modo que os óvulos caem no abdome e ali são reab­sorvidos pelo organismo. Ovinhos no útero, nunca mais. Isso se faz geralmente durante a cesariana se a mulher não quer ou não pode mais ter filhos e o obstetra já está mesmo com a mão na massa: ele simplesmente dobra, amarra e corta as trompas. Mas, diante da lei, a aprovação dependeria de uma junta médica, uma vez que a laqueadura “constitui lesão corporal grave por retirar órgão, sentido ou função”. A operação também pode ser feita em outro momento que não o do parto, através da vagina (raramente) ou por incisão nas pregui­nhas do umbigo.

VASECTOMIA
É um método prático, fácil e eficiente de não ter filhos, e os  efeitos cola­terais são mínimos, mas a maioria dos homens não quer nem tocar no assunto. Por quê? Porque tem que cortar um pedacinho deles, ora essa.

Dentro dos testículos há dois pequenos canais que carregam o esperma para a uretra. O que o médico faz, no consultório mesmo, é puxar esses canais  para fora através de dois corte­zinhos ridículos e zapt!, cortar uma fatiazinha de cada um, selar as pontinhas e pronto. Dura 20 minutinhos. Não dói. E não prejudica potência, ereção ou orgasmo: tudo continua do mesmo jeito, ou melhor que antes, já que o fantasma da gravidez está afastado para todo o sempre.

Mudar de idéia? Pode, mas só se ainda não tiver passado um ano: uma nova mi­cro­­­cirur­gia, a vaso­vasec­to­mia, tem como recons­tituir os canais, com sucesso em 90% dos casos.

ABORTO: OLHO VIVO
Só que com tudo isso você vacilou, e agora tem uma gravidez não de­se­jada. Contra tudo e todos você resolve tirar a criança. Então, já que não pensou antes, pense agora.

No Brasil morre uma mulher a cada 15 minutos por causa de aborto mal feito. É a maior causa de mortalidade entre nossas mulheres jovens.

São 3 a 5 milhões de abortos a cada ano; dez por cento dos casos se com­plicam, e destes, outros dez por cento são fatais.

Embora o aborto seja punido por lei, inúmeras clínicas prestam esse serviço clandestinamente; você vai ter que descobrir a melhor. São dois os métodos aceitáveis. Um utiliza sucção a vácuo, introduzindo um tubo no colo do útero para sugar todo o tecido fetal. O outro utiliza dilatação e cure­tagem: o médico dilata o colo do útero e raspa lá dentro com uma espécie de colher de cabo muito comprido. Qualquer outro artifício – chás, espe­tadelas ou subs­tâncias que as índias colocam – pode pôr você em risco de vida. E mesmo quando é bem realizado, um aborto pode ter conseqüências ruins como  gonor­réia, sífilis e infecções bacterianas contraídas na própria clínica; a pior de todas, esterilidade.

Sua médica certamente não vai apoiar sua decisão de abortar. Mas depois de tudo é ela que pode cuidar da sua saúde, portanto não perca tempo.

Do livro Só para mulheres (e homens que gostam muito das mulheres)

E mais: MÉTODO DA TEMPERATURA BASAL, veja abaixo o comentário de Angela em 23/3 .

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