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Manual do herói: Atravessando eras

posted 2021 Jul by

Nos últimos meses ando atarefada com a conversão dos meus livros antigos para o formato digital. Os fotolitos, alguns com quase 30 anos, dão lugar aos PDFs gerados por programas modernos como inDesign, e seguem para a gráfica pela web, por FTP.

Aí em cima está a arte-final original da capa do Manual do herói. Dá pra ver as marcas de recortes, os traços a lápis? Era assim que se fazia: riscando, cortando, colando. O livro foi composto num programinha chamado Carta Certa, alguém se lembra? No meu primeiro PC, como se dizia então, que tinha um HD bem grande, 40 megas! Mas não saía pronto do computador, como hoje. O texto era todo entremeado de comandos entre < >, como os de HTML, que avisavam a máquina de fotocomposição para colocar negrito ou itálico, aumentar ou reduzir o tamanho da fonte, mudar de fonte. Tudo tinha que ser calculado antes - corpo do texto, entrelinhas, espaços, exatamente como na forma mais primitiva de composição tipográfica. Não tinha WYSIWYG, what you see is what you get. O melhor amigo da gente ainda era a régua de cíceros e paicas, essencial para calcular a composição. A gente entregava o arquivo e recebia tiras de papel fotográfico com o texto. Se tivesse erro, e sempre tinha, refazia e colava a emenda por cima.

Para quem começou a vida profissional acompanhando a feitura de um jornal em máquinas de linotipia, em que cada tecla de letra selecionava uma letrinha física de chumbo que descia por uma canaleta para juntar-se às outras da palavra, já era uma evolução e tanto. 22 anos depois, às vésperas da 14a tiragem do Manual do herói, ainda me emociona trabalhar nele. Que permanece, como permanece a filosofia tradicional chinesa de 3mil anos enquanto tudo muda, mesmo na China.


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