VÍRUS, DENGUE E OUTRAS FEBRES

CAPÍTULO 9: VÍRUS, DENGUE E OUTRAS FEBRES

Entre todos os microrganismos infecciosos, vírus ainda são os menos compreendidos e mais difíceis de controlar. São microscópicos, o maior deles é igual à menor das bactérias, e sua composição é tão precária que eles só conseguem se multiplicar usando células vivas de animais, plantas ou bactérias como se fossem seu corpo.

Sua origem é misteriosíssima; a hipótese mais provável é de que sejam fragmentos genéticos ou versões reduzidas de cromossomos, plasmídeos ou ácidos nucléicos, provenientes: a) do hospedeiro ou semelhante, b) de não-semelhante, c) resultantes de alguma associação ou d) de parasitas maiores dentro ou fora do hospedeiro.

São formados por um ácido nucléico, que pode ser DNA ou RNA, e uma proteína dentro de uma carapaça protéica; alguns vírus têm uma segunda capinha de gordura e proteína.

Podem ser varetas, ou poliedros de 20 faces, ou formas complexas que parecem vagamente uma cabeça com um rabinho. A classificação é feita pelo tipo de ácido nucléico, tamanho, formato do capsídeo e presença do envelope de lipoproteína.

O ácido nucléico carrega as informações genéticas do vírus e força a célula hospedeira a produzir componentes virais, o que o transforma em vírus infectante. Vírus bacterianos aderem à superfície da bactéria e penetram, transmitindo o ácido nucléico. Vírus animais entram nas células por endocitose, isto é: são absorvidos por elas. Vírus vegetais só entram nas plantas por brechas já existentes, provocadas por insetos ou outros fatores externos, como o vento.

Em geral, uma infecção viral produz um de quatro efeitos numa planta ou numa célula animal: efeito não aparente, quando o vírus fica dormindo na célula; efeito citopático, quando a célula morre; efeito hiperplásico, quando a célula é estimulada a se dividir antes de morrer; e transformação da célula, em que ela é estimulada a se dividir e assumir padrões anormais de crescimento.

Os sintomas costumam ser febre e secreção de interferon. Febre é a reação natural do organismo, já que muitos vírus são inativados a temperaturas apenas ligeiramente superiores ao normal; e o interferon é uma substância que estimula as células infectadas e as vizinhas a produzir proteínas que interferem com a replicação dos vírus.

O sistema imunológico produz anticorpos e células sensibilizadas sob medida para neutralizar o vírus infectante. Esses defensores imunes ficam circulando pelo corpo muito tempo depois do vírus ter sido neutralizado, dando assim proteção a médio e longo prazo contra reinfecções. Nas vacinas, uma variedade fraca ou inativada de um vírus infeccioso é introduzida no corpo. Isso não provoca a doença, mas estimula a produção de células imunes e anticorpos que ficam de plantão contra as formas mais agressivas do vírus.

Um grande problema no tratamento de algumas doenças é que vírus latentes podem ser ativados quando o hospedeiro está estressado, piorando e complicando o quadro clínico.

Terapias específicas contra vírus não costumam ter sucesso devido às mudanças periódicas na proteína que os reveste. Além disso, cada tipo de vírus tem uma estrutura diferente; e o fato de que ele está dentro da célula também dificulta o tratamento, porque a droga teria que agir sem fazer mal a ela.

Fora de uma célula viva, um vírus é uma partícula dormente.

Dengue

Infecção virótica que faz doer o corpo inteiro, especialmente as juntas, e dá muita febre; deixa a pessoa fora de combate por algum tempo mas raramente mata. É transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e A. albopictus, que se infectam sugando sangue de algum humano ou macaco infectado nos três primeiros dias da febre. Depois de 8 a 11 dias de incubação, o mosquito começa a transmitir vírus infectantes a humanos no almoço e macacos no jantar – eles saem nas minúsculas gotinhas de saliva que o mosquito usa como anticoagulante durante a picada. Atualmente se diz que há quatro variedades de dengue; quem teve uma pode ter as outras três.

O tratamento médico é paliativo – descanso, muita água, banhos mornos, compressas de batata crua ou tofu na cabeça para puxar o calor.

O tratamento natural é comer inhame. Comer inhame em vez de batata, duas ou três vezes por semana, previne contra dengue. Em situações de epidemia, comer um inhame por dia é mais que bastante – em sopa, purê, ensopadinho, pastinha com alho ou qualquer das outras receitas que você encontra em http://www.correcotia.com/inhame. Mesmo já estando com dengue, comer inhame – ou tomar o elixir de inhame, vendido em qualquer farmácia – costuma acelerar muito a recuperação.

Também é importante usar o inhame depois da dengue, para eliminar os resíduos do sangue que tornam mais dramática a recaída.

Outras febres

Febre amarela – transmissão por vírus na saliva dos mosquitos em lugares quentes; também chamada de tifo icteróide

Febre palustre – é a malária, transmitida por parasita através do mosquito

Febre Q – é a infecção dos pulmões pela rickéttsia C. burnetti, transmitida por via aérea

Febre tifóide – infecção por Salmonella typhi, com febre, dor de cabeça, apatia, baço aumentado e erupções na pele; há casos de perfuração intestinal; pode durar semanas

Todas dão muito mal-estar, dor de cabeça, dores articulares, suores, nevralgias, demoram a passar e produzem anemia.

Muitas outras febres acontecem devido a infecções passageiras não-indentificadas, de que o organismo se recupera em alguns dias – às vezes algumas horas.

São os andaços, as viroses, indisposições que pedem um chá quente, uma cama, uma coberta e, depois, uma sopinha bem santa.

Quando há febre é porque o organismo está enfrentando os invasores com todo o seu poder de fogo, literalmente. É bom tomar chás e caldos e suar bastante.

%d blogueiros gostam disto: